Luta na <em>Merloni</em> contra despedimentos
Trabalhadores da fábrica da Merloni Electrodomésticos (que também detém as marcas Ariston e Indesit), em Praias-do-Sado (Setúbal), vieram a Lisboa e concentraram-se junto ao Ministério da Economia, para denunciarem a intenção de deslocalizar a produção e para exigirem a intervenção do Governo, no sentido de travar o encerramento daquela unidade industrial.
Os trabalhadores da Merloni e Ariston cumpriram um dia de greve, a 8 de Outubro, em protesto contra a intenção da administração de encerrar três linhas de montagem de frigoríficos e transferir a produção para Melano, em Itália, e para uma nova industrial na Polónia.
Nenhum responsável ministerial quis ouvir os manifestantes, que decidiram enviar depois uma delegação. «Se não nos quiserem receber, outra vez, vamos reunir com os trabalhadores e decidir novas formas de luta», explicou Manuel Bravo, trabalhador da empresa e dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, citado pela Agência Lusa.
A administração da unidade de Setúbal da multinacional italiana é acusada de querer manter ali apenas a produção de congeladores horizontais, que, segundo Manuel Bravo, «tem cada vez menos procura e exige apenas cerca de meia centena de postos de trabalho».
O grupo Merloni pretenderá rescindir os contratos «com a grande maioria dos 319 trabalhadores, de forma a evitar a imagem negativa de um despedimento colectivo », informou, recordando que no princípio deste ano os funcionários na fábrica «eram mais de 400».
Os trabalhadores alertam também para o facto de o encerramento das principais linhas de produção da fábrica poder afectar outras empresas da região, designadamente a ISPT, de Pinhal Novo, que produz componentes plásticos, e a Metalolabor, que se dedica à produção de peças metálicas em instalações e com maquinaria cedidas pela Merloni. Esta é o principal cliente daquelas empresas, que asseguram mais 350 postos de trabalho. No total, o eventual encerramento da fábrica de Praias-do-Sado poderá pôr em causa cerca de mil postos de trabalho directos e indirectos.
A Merloni instalou-se em Setúbal na década de oitenta, depois de ter adquirido a antiga fábrica da Frisado, e beneficiou na altura de apoios do Estado ao investimento estrangeiro. «Agora, fecham em Setúbal e vão receber mais na Polónia», protestou Manuel Bravo.
A Merloni é um dos três maiores fabricantes europeus de produtos de linha branca (frigoríficos e arcas, máquinas de lavar e secar roupa e louça, fogões). Segundo dados da própria multinacional, possui uma quota de mais de 15 por cento do mercado europeu, com vendas superiores a três mil milhões de euros no ano passado. Com a unidade inaugurada sábado na Polónia, é detentora de 19 instalações fabris, 9 das quais em países da parte ocidental do continente europeu. É líder do sector no Reino Unido. Desde o ano 2000 tem alargado a sua influência à Europa central e oriental, com fábricas na Polónia, Rússia e Turquia. Emprega, no total, cerca de 20 mil trabalhadores.
Os trabalhadores da Merloni e Ariston cumpriram um dia de greve, a 8 de Outubro, em protesto contra a intenção da administração de encerrar três linhas de montagem de frigoríficos e transferir a produção para Melano, em Itália, e para uma nova industrial na Polónia.
Nenhum responsável ministerial quis ouvir os manifestantes, que decidiram enviar depois uma delegação. «Se não nos quiserem receber, outra vez, vamos reunir com os trabalhadores e decidir novas formas de luta», explicou Manuel Bravo, trabalhador da empresa e dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, citado pela Agência Lusa.
A administração da unidade de Setúbal da multinacional italiana é acusada de querer manter ali apenas a produção de congeladores horizontais, que, segundo Manuel Bravo, «tem cada vez menos procura e exige apenas cerca de meia centena de postos de trabalho».
O grupo Merloni pretenderá rescindir os contratos «com a grande maioria dos 319 trabalhadores, de forma a evitar a imagem negativa de um despedimento colectivo », informou, recordando que no princípio deste ano os funcionários na fábrica «eram mais de 400».
Os trabalhadores alertam também para o facto de o encerramento das principais linhas de produção da fábrica poder afectar outras empresas da região, designadamente a ISPT, de Pinhal Novo, que produz componentes plásticos, e a Metalolabor, que se dedica à produção de peças metálicas em instalações e com maquinaria cedidas pela Merloni. Esta é o principal cliente daquelas empresas, que asseguram mais 350 postos de trabalho. No total, o eventual encerramento da fábrica de Praias-do-Sado poderá pôr em causa cerca de mil postos de trabalho directos e indirectos.
A Merloni instalou-se em Setúbal na década de oitenta, depois de ter adquirido a antiga fábrica da Frisado, e beneficiou na altura de apoios do Estado ao investimento estrangeiro. «Agora, fecham em Setúbal e vão receber mais na Polónia», protestou Manuel Bravo.
A Merloni é um dos três maiores fabricantes europeus de produtos de linha branca (frigoríficos e arcas, máquinas de lavar e secar roupa e louça, fogões). Segundo dados da própria multinacional, possui uma quota de mais de 15 por cento do mercado europeu, com vendas superiores a três mil milhões de euros no ano passado. Com a unidade inaugurada sábado na Polónia, é detentora de 19 instalações fabris, 9 das quais em países da parte ocidental do continente europeu. É líder do sector no Reino Unido. Desde o ano 2000 tem alargado a sua influência à Europa central e oriental, com fábricas na Polónia, Rússia e Turquia. Emprega, no total, cerca de 20 mil trabalhadores.